Revista de bordo da Latam sugere roteiro de quatro dias na Bahia

Atrativos turísticos de Salvador são temas de reportagem publicada na edição de fevereiro da revista de bordo ‘Vamos/Latam’, distribuída nas aeronaves da companhia aérea.

Com o título “O Que a Bahia tem: 4 dias em Salvador”, o conteúdo destaca aspectos gastronômicos, musicais e históricos da capital baiana, estendendo o passeio a destinos próximos, como Morro de São Paulo e Boipeba.

1° Dia

musica bahia

JAM no MAM | Foto: Fidelis Melo

O primeiro dia do passeio turístico proposto começa pelo almoço no bairro de Itapuã, com dicas de restaurantes famosos, inclusive o construído na antiga residência do compositor Vinícius de Moraes, que mantém um memorial do poeta.

O Museu de Arte Moderna, ao som da Jam no MAM, o Porto ou o Farol da Barra são os pontos indicados para o pôr do sol. Para encerrar o dia, é recomendado um bom show no Teatro Castro Alves ou na Concha Acústica.

12h – Clássico da MPB
Itapuã, a 25 quilômetros do Centro de Salvador, ganhou fama na música por Vinicius de Moraes (1913-1980), que morou ali anos 1970. A ex-residência dele abriga o restaurante Casa di Vina, com um memorial dedicado ao poeta . A 300 metros está o Mistura, boa parada para saborear frutos do mar e curtir a tarde com um drinque na mão.

16h30 – Sol no mar
Salvador situa-se em uma península, e sua parte mais movimentada está voltada para o oeste. Por esse motivo, o sol se põe no mar em vez de nascer nele, como acontece normalmente no Brasil. O entardecer é disputado no Museu de Arte Moderna, e ganha trilha sonora a partir das 18h aos sábados, durante o evento JAM no MAM. Às segundas, quando o museu fecha, siga ao Farol da Barra ou à Praia do Porto da Barra.

19h – Show ao ar livre
Fique de olho na programação do Teatro Castro Alves. O prédio modernista reúne instalações como a Concha Acústica, com palco ao ar livre. O programa combina com um drinque no LarriBar, de ar cosmopolita, a dez minutos do teatro.

2° Dia

festas bahia

A Lavagem do Senhor do Bonfim é a maior festa religiosa popular de Salvador | Foto: Alberto Coutinho

No segundo dia, a rota começa de manhã pela Igreja do Bonfim, templo maior do sincretismo religioso. O almoço seria nas imediações, em restaurantes que servem a tradicional moqueca. À tarde, a dica é ir ao Pelourinho e ao Elevador Lacerda e, ao final, degustar um acarajé no Rio Vermelho.

10h – Multicultural
O sincretismo entre as religiões afro-brasileiras e o cristianismo é uma marca de Salvador. Esse encontro vive seu apogeu na Basílica Santuário Senhor do Bonfim. Na segunda quinta-feira de janeiro, adeptos do candomblé saem pelas ruas em uma procissão que culmina com a lavagem da escadaria da igreja. O suvenir mais famoso da cidade também está lá. As coloridas fitinhas do Bonfim devem ser amarradas no pulso com três nós, um para cada pedido. Reza a lenda que os desejos se realizam quando o amuleto cai.

12h – Delícias regionais
A tradicional moqueca – que na versão baiana sempre leva dendê e chega à mesa acompanhada de arroz, pirão e farofa – é servida em restaurantes como o Odaya. Deixe a sobremesa para o Cuco Bistrô, na mesma rua.

14h – Ladeira acima
Reserve uma tarde para rodar pelo Pelourinho, com casario barroco e calçamento pé de moleque, típico do período colonial. Entre as igrejas dos séculos 17 e 18, destaque para a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, onde a missa é celebrada ao som de atabaques, e a Igreja e Convento de São Francisco, cujo interior é forrado de ouro. Termine no Elevador Lacerda, inaugurado em 1873, sobre a Baía de Todos os Santos e até hoje usado para subir da Cidade Baixa para a Alta.

18h – Comida de rua
A partir do fim da tarde, o onipresente acarajé começa a ser servido nas barraquinhas. As mais concorridas – da Cira, da Dinha e da Regina – estão no bairro do Rio Vermelho. Ali, vale esticar a noite no restaurante Casa de Tereza.

3° Dia

Morro de São Paulo, com suas praias e restaurantes, é a dica para o terceiro dia:

morro de são paulo

Mirante em Morro de São Paulo, Bahia | André Urel

13h – Tchibum no mar
O trajeto entre Salvador e a ilha onde fica Morro de São Paulo dura a manhã toda – uma opção é ir de carro até Valença, a 2h30 da capital e, lá, pegar uma lancha. Outra é ir de catamarã direto do Mercado Modelo. A viagem dura cerca de duas horas e meia e é linda, mas para corajosos, pois o mar aberto é agitado. Você merece um banho de mar ao chegar à ilha. Se gosta de agito, vá à Segunda Praia, onde o som é comandado pelos bares à beira-mar. Caso queira sossego, caminhe em direção à Quarta Praia, semideserta.

16h30 – Pôr do sol de camarote
No entardecer, a vista mais bonita de Morro de São Paulo é de cima. Saindo da Vila, uma caminhada curta leva ao bar e restaurante Toca do Morcego. No jardim, turistas assistem ao pôr do sol. Chegue no máximo às 16h30 e garanta um lugar. Outra opção é seguir pela mesma trilha em direção ao Mirante do Farol.

19h – Tempero latino
No restaurante Andina, o chef argentino Gonzalo Rojas cozinha clássicos latinos com acento baiano. O ceviche de tilápia, por exemplo, leva molho de coco, batata-doce e milho picante. As iguarias são servidas a apenas 16 pessoas por noite. Reserve com antecedência.

4° Dia

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Boipeba, Bahia | Foto: Gabriel Carvalho

Já Boipeba, dotada de piscinas naturais e bares flutuantes, é o ponto de encerramento do roteiro. “Como não desestressar na Bahia?”, fica a pergunta no final da reportagem.

9h30 – Ao natural
Lanchas zarpam às 9h30 da Terceira Praia para o passeio de um dia na Ilha de Boipeba. As primeiras paradas são nas piscinas naturais de Garapuá. Se puder, programe o tour para as fases de lua nova ou cheia, quando a maré baixa ocorre de manhã. O que tem para fazer: servir-se nos bares flutuantes, boiar na água, ouvir o barulho do mar e sentir a brisa constante soprando no rosto.

12h30 – Lagosta na areia
Há 37 anos, o pescador Guido Gonçalves Ribeiro começou a assar lagostas em uma churrasqueira na Praia da Cueira. Montou uma barraca, prosperou e hoje é dono do restaurante Guido’s, onde o crustáceo vem na casca, assado no fogão a lenha. Para acompanhar, peça o drinque da casa, Boipeba, com frutas tropicais, tomate, majericão, vodca e gelo.

15h30 – Rio adentro
Depois do almoço, a lancha segue pelo Rio do Inferno, em um trajeto sinuoso e tranquilo. Na pausa de Canavieiras, ostras e banho são a atração. Antes do retorno a Morro de São Paulo, o tour segue para Cairu. A caminhada por ruas com casinhas coloridas e um convento do século 17 é uma viagem no tempo. Como não desestressar na Bahia?

A LATAM tem voos diretos para Salvador a partir de: Rio de Janeiro , Fortaleza , São Paulo e outros 2 destinos.

matéria na Revista LATAM

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